Caros Alunos,
Na Seção V “Por que a Utilidade Agrada” de seu “An Enquiry Concerning the Principles of Morals”, Hume afirma: “Parece ser uma questão de fato que o aspecto da utilidade, em todos os assuntos, é uma fonte de louvor e aprovação; que essa utilidade é constantemente citada em todas as decisões morais relativas ao mérito e demérito de ações; que ela é a única origem da alta consideração dedicada à justiça, fidelidade, honra, lealdade e castidade; que ela é inseparável de todas as demais virtudes sociais da humanidade, generosidade, caridade, afabilidade, leniência, misericórdia e moderação. E, numa palavra, que ela é o fundamento da parte principal da moral, que se refere à humanidade e aos nossos semelhantes.
Parece igualmente que, em nossa aprovação geral de caracteres e costume, a natureza útil das virtudes sociais não nos motiva em vista de quaisquer considerações de interesse próprio, mas tem uma influência muito mais ampla e universal. Parece que uma tendência ao bem comum e à promoção da paz, harmonia e ordem na sociedade, ao afetar os princípios benevolentes de nossa constituição, sempre nos atrai para o lado das virtudes sociais. E parece, como uma confirmação adicional, que estes princípios de humanidade e simpatia enraízam-se tão profundamente em todos os nossos sentimentos e tem sobre eles uma influência tão poderosa que os levam a provocar os mais enérgicos aplausos e censura. A presente teoria é o simples resultado de todas estas inferências, cada uma das quais parece estar fundamentada na constante experiência e observação.
Se tivermos dúvidas sobre se há em nossa natureza princípios humanitários ou de consideração pelos outros, basta a observação, em inumeráveis casos, da elevada aprovação recebida por tudo que tem tendência a promover os interesses da sociedade para que cheguemos a reconhecer a força do princípio benevolente, dado que é impossível que alguma coisa agrade como meio para um fim quando esse fim não desperta qualquer interesse. Por ouro lado, se tivermos dúvidas sobre se há, implantado em nossa natureza, qualquer princípio geral de recriminação e aprovação morais, basta a observação, em inumeráveis casos, da influência do princípio humanitário para que sejamos levados a concluir que não é possível que algo que promove os interesses da sociedade deixe de transmitir prazer e que algo que é pernicioso a esses interesses deixe de produzir desconforto. Mas quando essas diferentes reflexões e observações convergem para estabelecer a mesma conclusão, não devem elas conferir-lhe uma evidência indisputável?”
Bentham em seu “Article on Utilitarianism – Short Version” afirma reconhece que Hume foi o primeiro filósofo moderno a utilizar a idéia da existência de um princípio de utilidade. Entretanto, em Hume, a idéia de utilidade tem o sentido algumas vezes de “condutor à felicidade” e, em outras vezes, tem o sentido de “condutor a um fim proposto”. Somente de maneira superficial, Hume estabelece a conexão entre felicidade e prazer e dor. Em Hume não há referência ao fato que a felicidade consiste na obtenção do prazer e no alívio do sofrimento.
Após ler, especialmente a "Section V - “Why Utility Pleases” de seu “An Enquiry Concerning the Principles of Morals, disponível em:
http://www.anselm.edu/homepage/dbanach/Hume-Enquiry%20Concerning%20Morals.htm
elabore seus comentários e envie para publicação. Vc. tem até as 24:00hs. do dia 18 de fevereiro para realizar essa atividade.
Examine o material disponível em:
http://cafesfilosoficos.wordpress.com/2010/01/02/filosofia-politica-contemporanea-o-utilitarismo/