JEREMY BENTHAM

JEREMY BENTHAM
"NATURE HAS PLACED MANKIND UNDER THE GOVERNACE OF TWO SOVEREIGN MASTERS, PAIN AND PLEASURE. IT IS FOR THEM ALONE TO POINT OUT WHAT WE OUGHT TO DO, AS WELL AS TO DETERMINE WHAT WE SHOULD DO." (J. Bentham)

sábado, 12 de janeiro de 2013

TEMA 12. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA E AUTOAVALIAÇÃO

Caros Alunos,
Elabore uma avaliação da disciplina e algumas considerações sobre o seu desempenho na disciplina "Ética I" e envie para o Blog.

17 comentários:

  1. Achei a aula e a temática utilitarista muito bacana, o método de aula utilizado pelo professor me agradou bastante por que acho muito legal as discussões sobre os livros e autores.
    Acredito que aprendi muito mais apenas acompanhando as discussões do que lendo os textos, que tive muita dificuldade em ler por serem em sua maioria em inglês.
    Senti falta de conhecimentos anteriores para poder acompanhar a disciplina da maneira apropriada.

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  3. No início do curso, tivemos a discussão de como deveriam ser levadas as aulas, deixando as opções do segmento do curso em aberto. Considero interessante a discussão dessa proposta.
    Logo em seguida, tivemos algumas aulas expositivas que "climatizaram" os alunos à temática utilitarista.
    Então, houve os debates. A princípio, poucos alunos participavam. No final do curso, o professor adotou a postura de sugerir que voluntários se apresentassem para elaborar comentários sobre a temática discutida em aula. Essa postura adotada promoveu melhoras no índice de participação no debate. Acho que isto deveria ter sido adotado desde o começo do curso. Fora esse "ponto crítico", considero o curso como muito bom! Minhas expectativas foram atendidas e a última aula fechou o curso com excelência.

    Acho que meu desempenho no curso também foi bom.
    Não gostei tanto assim do meu paper.

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  4. Comecei desmotivada por ter expectativas de que seria algo totalmente diferente. Demorei a aceitar o “recorte” da disciplina, porém, aos poucos comecei a achar intrigante algumas das questões tratadas pelo utilitarismo, por fim me encontrei super interessada em saber mais e arrependida de não ter aproveitado a disciplina tanto quanto poderia. Infelizmente isso acontece em todos os quadrimestres.
    Adorei ter contato e estudar (algumas) obras originais de David Hume, John Stuart Mill e Jeremy Bentham, seria bacana se nós tivéssemos conseguido ter as aulas sobre o panopticon, o chrestomathia e o discurso utilitarista sobre a pobreza. Provavelmente o curso ficaria muito pesado, mas, acho que valeria a pena. Senti que passamos muito tempo nos instrumentalizando/adquirindo repertório e no fim não estudamos as propostas mais interessantes do utilitarismo (obviamente precisávamos fazer esse percurso para poder ler e entender essas outras obras). Felizmente deu pra ter contato com o panopticon e com o chrestomathia na última aula que by the way foi ótima, dinâmica, diversos assuntos abordados, todos os alunos falando, concordo com o Devasso. Em relação à metodologia senti que as duas aulas que os meninos apresentaram os textos foram mais produtivas. Em parte porque acredito que a aula corra melhor quando acompanhamos a linha de pensamento construída pelo autor, sinto que as idéias ficam bem conectadas; em parte porque percebo que com pessoas apresentando existe uma obrigação maior de chegar até o fim do texto na aula prevista. Nas aulas anteriores senti que alguns conceitos eram apressados sem que outros tivessem sido consolidados ou sequer comentados. Mas, acho que só gostei tanto porque foram apresentações bem livres, soltas, sem pressão de ser um seminário, apenas alunos que se debruçaram mais sobre o texto e estavam ali sentados compartilhando conosco suas impressões.
    Gostei bastante da liberdade que tínhamos para comentar os textos, entretanto, duas coisas me incomodaram. A primeira é que fiquei com a impressão de que às vezes desviávamos muito de tópico e demorava horas para voltarmos a ter foco, a segunda é a clááássica das pessoas não lerem o texto, eu inclusive não li todos inteiros para todas as aulas, mas normalmente já tinha começado a ler ou tinha ele impresso em mãos, aulas em que a maioria lê o texto são sempre bem diferentes, e melhores.
    Gostei do esquema de blog, que a princípio parecia trabalhoso demais e agora no fim do quadrimestre percebo como é legal, funciona como um fichamento virtual que me incentivou a tentar escrever melhor. Mesmo os comentários que fiz em cima da hora, eles exigem uma reflexão, não dá pra postar só por postar, algum conteúdo com sentido precisa sair. Por exemplo, fiz um comentário de um texto do Mill que eu tinha lido para a aula, mas não tinha feito o comentário na época, só o fiz hoje, ainda assim precisei refletir sobre o que Mill propõe. Queria falar também em relação ao blog que por mais interessante que seja a foto do corpo do Bentham embalsamado, pelo tratado dele, dentro daquela caixa, é meio estranho olhar para ele morto com as pernas finas todas vez que eu entro no blog; meio creepy..
    Gostei do curso, é inegável que aprendi bastante. Em relação à auto-avaliação como já disse, o fim do curso me animou bastante, mas ai já era tarde demais. Eu, particularmente não gosto de ter aula à tarde e não tinha nenhum interesse em ética utilitarista, as aulas eram sempre interessantes, mas não me cativavam, até que, no lado prático do Bentham rolou um estalo de querer entender mais o que aqueles caras estavam falando, de ficar brisando em situações hipotéticas, etc. Me vejo como uma aluna mediana, não participei muito das aulas, mas só faltei em uma, e quando estava na sala salvo alguns momentos de lapso, estava acompanhando as discussões que aconteciam; não me sentia segura para fazer nenhum comentário e muito menos sentia que tinha capacidade de argumentar do porque discordo de alguns aspectos do utilitarismo, ainda bem que já tem bastante gente fazendo isso por ai, hehe

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  5. No início do curso eu estava bastante motivado, e foram deliciosas para mim as primeiras aulas, e a leitura de Hume (do qual eu li muito mais que o mínimo necessário: além do 'Enquiry concerning the principles of morals', reli boa parte do 'Enquiry concerning human understanding', e algumas passagens do 'Treatise of human nature', e mais uns dois artigos sobre a filosofia moral e política de Hume).
    A leitura de Bentham, pelo contrário, foi um parto. (Mas não vou dissertar aqui sobre o abismo que há entre a qualidade da prosa de Hume e a de Bentham. Qualquer um é capaz de notá-la por experiência própria.) De qualquer modo, li os textos, e os complementei com a leitura do livro do Geoffrey Scarre sobre o utilitarismo, do qual citei uma passagem em uma de minhas postagens.
    O texto do Mill sobre o utilitarismo eu já havia lido há algum tempo, e não cheguei a reler inteiro. O último texto, do Mill sobre o Bentham, eu li muito apressadamente e sem a atenção devida. Mill certamente é mais legível que Bentham, mas isso não ajudou de muito. O fato é que (por incrível que pareça), depois de e studar melhor o Hume e de conhecer melhor o Bentham, eu comecei a duvidar seriamente da pertinência de se conceber o Mill como um utilitarista.
    Fora isso, eu reli os capítulos do 'The open society...' do Popper que citei na minha apresentação, e também aquele artigo sobre consequencialimo da Stanford Encyclopedia a que me referi.
    No geral, creio que dediquei tanto tempo e reflexão a esta quanto a outras disciplinas que cursei nesse quadrimestre, muito embora minha dedicação de tempo (nem tanto de reflexão) pareça-me ter sido um tanto irregular nesta disciplina. O fato é que, por mais que eu tenha tentado, não me foi possível manter o mesmo nível de interesse pelos outros autores que tive durante o estudo de Hume.
    Já que toquei nesse assunto, aproveito para dizer as duas coisas que sei que levo desse curso: a primeira, uma consciência cada vez mais segura de que Hume é um autor seminal em todos os campos da filosofia a respeito dos quais se pronunciou, e que vale a pena investir numa melhor compreensão de seu pensamento e de seus desdobramentos no mundo contemporâneo. A presença de Hume é mais pervasiva do que parece. A segunda coisa que levo desse curso é um olhar menos parcial para o debate ético contemporâneo. Talvez até contra minha vontade, minha tendência natural era assumir uma posição kantiana em questões morais. Eu decerto não fui persuadido de que a posição utilitarista seja boa, mas conhecê-la melhor persuadiu-me, ao menos, de que a posição kantiana talvez não seja lá muito superior.

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  6. Quanto ao curso e às aulas: eu, pessoalmente, gosto do formato de discussão em grupo. Não gosto muito dessa coisa de blog, acho artificial, e, a mim, que falei muito em todas as aulas (exceto uma, a que faltei por razões de saúde), comentar no blog foi quase sempre uma tarefa ingrata. Lá pelas tantas eu decidi que era preferível não me repetir, e dizer no blog coisas que fossem interessantes para avançar a discussão, em vez de fazer resuminhos do texto lido como é praxe.
    Mas, como dizia, gosto do formato de discussão. Depois das apresentações de ontem eu me convenci de vez de que as pessoas aprendem muito mais assim que em aulas com muita exposição de conteúdo. A inteligência tem que ser exercitada, e não molestada.
    No geral, eu acho que escolhemos a direção errada nesse curso. Talvez devêssemos ter tido seminários desde o começo, e ter acrescentado temas de utilitaristas contemporâneos, em vez de ficarmos nos clássicos. Em minhas leituras complementares, dei-me conta de que o utilitarismo é uma área de pesquisa em ética muito mais fecunda que a ética kantiana (mas a ética das virtudes vem correndo por fora e está chegando perto), e que havia a possibilidade de dissociarmos o utilitarismo das propostas de Bentham que hoje nos parece esdrúxulas. Talvez até víssemos Bentham com outros olhos, depois disso. De qualquer modo, creio que as apresentações finais tenham servido em parte para cobrir esse "buraco" na nossa formação.
    Acho que era isso o que eu tinha a dizer. Abraços a todos, e obrigado pela companhia nessa viagem.

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  7. ... Em geral eu gostei muito deste curso, e da forma como ele foi administrado. Usar o blog como ferramenta didática é uma estratégia que merece elogios, e as exposições dos textos foram esclarecedoras e ás vezes provocativas(isso é positivo).

    As discussões feitas pelos colegas em sala também me interessaram muito, embora infelizmente o blog não tenha atingido tal resultado. Quanto ao conteúdo, eu sempre irei preferir a exposição diversificada e ter momentos de desinteresse durante estudos especializados. Entretanto o conteúdo foi sim interessante, e eu teria gostado ainda mais e feito melhores comentários aqui se os colegas tivessem se focado menos em visões de comentadores e resumos estritos das obras em questão... Isto é um problema típico de cursos - e culturas - que visam a especialização.

    Quanto a meu desempenho, embora a falta de polêmica e meu período de desinteresse com os temas tenham me levado a fazer apenas quatro dos comentários, e um deles foi um resumo medíocre, eu presenciei todas as aulas se bem me lembro, me esforcei naquela exposição sobre o texto de Mill e no stand-up, e atrapalhei tantas discussões quanto pude.

    Então,
    ...Conceito "A", por favor.

    ... Obrigado pelo belo curso, todos vocês, e bom recesso.

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  8. Primeiramente gostaria de dizer que gostei muito da metodologia de discussões utilizada em sala. Como venho do BC&T posso afirmar que são muito poucas as aulas que abrem espaço para os alunos participarem dessa maneira que, a meu ver, é muito mais eficaz em nossa formação. Também acredito que discussões baseadas nos textos dos autores são a melhor forma de compreender o autor e construir o conhecimento - muitas vezes apenas a leitura de um texto é insuficiente e cansativa. Sinto falta dessa dinâmica no BC&T.
    Quanto à auto-avaliação... estive presente em todas as aulas, mas não fiz nenhum comentário em sala durante as discussões. Motivos? Ainda não me sinto segura o suficiente para tal. Estou migrando para as humanas agora, e além de não ter base para engatar nas discussões com os colegas, eu sou tímida, DEMAIS até. Sou do tipo de pessoa que escreve, não do tipo que fala. Sei que preciso superar isso se quero realmente me dar bem em alguma coisa - mas enfim, I'm working on it. Não li todos os textos, não vou mentir aqui. Na verdade, li os três principais dos autores estudados e o do Mill sobre o Bentham, apesar de não ter feito o comentário deste último.
    Basicamente é isso que tenho a dizer. Até mais para quem também estará fazendo Conhecimento e Ética no próximo quadrimestre e para os demais, vejo vocês por ai!

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  9. O curso no geral foi muito bom, me levou a maiores reflexões sobre a ética e a um maior conhecimento da proposta utilitarista, desvelando-a e me tirando alguns preconceitos adquiridos pelo senso comum.
    Em relação ao desenvolvimento das aulas eu creio que algumas foram muito instigantes e outras nem tanto, sendo que, dentre as menos enxergo como motivo algumas discussões que fugiram muito ao foco e que sinceramente eu via que não levavam a lugar algum. Deste modo me senti desmotivado em certos momentos porque pensava que um assunto tão importante e interessante quanto é a ética deveria ir além das picuinhas e peculiaridades para atingir um debate mais amplo e relevante.

    Em relação aos comentários eu fiz 4 dos 6, devido aos 2 últimos eu não ter achado os textos traduzidos, já que ainda possuo certa dificuldade com a língua inglesa.
    Por estes motivos creio que minha participação não foi 100%, mas também não foi das piores. Mas creio ter apreendido bem os conteúdos transmitidos na disciplina e de algum modo ter contribuído com os debates.
    Abraço a todos!

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  11. Achei o utilitarismo interessantíssimo, partindo contra alguns de meus colegas de turma. Não estou cursando filosofia e temas metafísicos me causam certo temor. A praticidade presente nessa corrente filosófica é muito útil, principalmente num panorama governamental, o qual tem de fazer escolhas muito difíceis e, na minha opinião, pode se basear bastante no utilitarismo. Creio que, como toda ideologia, esta não pode ser vivida em sua totalidade, tanto pelos homens não serem em sua maioria benevolentes e justos, quanto porque existem circunstâncias em certas situações as quais o utilitarismo não se encaixa. Em resumo, o utilitarismo é uma ética muito inteligente e praticável, porém não se deve ser levada como a única e absoluta verdade.
    A dinâmica da aula e as discussões foram de muito valor para meu entendimento acerca o tema. Método avaliativo um tanto quanto exótico, mas creio que efetivo. Minhas críticas são todas positivas sobre esse curso em questão.

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  12. Infelizmente por excesso de atividades acadêmicas e pessoais, não pude acompanhar o curso da maneira como gostaria, o que me deixou bastante frustrada, pois, desde a matrícula criei grandes expectativas. Portanto, acredito que eu não tenho legitimidade para fazer uma avaliação do curso. O que posso dizer é que nas poucas aulas nas quais estive presente os temas foram bastante interessantes, em particular Hume.
    Pelos motivos mencionados, não estudei o suficiente os autores apresentados no curso, com exceção de Hume, o qual pude ler com maior atenção e cuja leitura foi bastante prazerosa. Não fiz o texto final e os comentários em sua maioria foram feitos com atraso. Não acho que eu mereça um conceito alto, nem tampouco uma reprovação. Tenho interesse em recuperar os temas que "deixei passar" e ler outras obras de Hume.

    Bom recesso a todos. =]

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  13. Matriculei-me na disciplina pelo interesse de cursar uma disciplina que não fosse 'simplesmente do BCH'. Senti em alguns momentos do curso algum grau de dificuldade; temas muito avançados ou um diálogo desigual com relação aos conhecimentos dos meus colegas de classe - mas já sabia que isso poderia ocorrer, pelo fato de eu estar ainda no 2º quadrimestre.

    Apesar disso, acredito que pude explorar bem todo o conteúdo dos textos e discussões. Li tudo e participei em todas as aulas, sempre que achei pertinente. O formato das aulas, em discussões, me pareceu muito produtivo, especialmente nas aulas em que nós (alunos) falamos mais. A participação do grupo é essencial na produção do conhecimento.

    Acredito que, além do formato de "Stand Up's", a ideia de fazer uma espécie de seminário, como o Henrique e eu fizemos, é muito boa. Permite que eu me sinta hoje mais seguro ao falar de Mill, pelo fato de tê-lo estudado mais a fundo e lido o texto com mais atenção.

    Com relação ao conteúdo, acredito que pude absorver tudo de maneira mais do que satisfatória. O Utilitarismo é um sistema de ética pouquíssimo estudado no Brasil e estudá-lo foi interessantíssimo, tanto por curiosidade, quanto para futuros estudos da área de Ética.
    Mill foi o autor que mais me identifiquei, mas acredito que isso só foi possível pelo fato de ter estudado Hume e Bentham também.

    Se posso sugerir algo, acredito que a ideia de pequenos seminários apresentados pelos alunos tornem a discussão mais profunda e instigue os alunos a estudarem mais. Foi, pelo menos, a forma que me senti mais motivado a participar da disciplina.

    Por fim, agradeço ao professor e meus colegas de classe pela oportunidade de estudar e discutir com todos. Esta foi definitivamente a disciplina que mais me agradou neste quadrimestre e foi/está sendo decisiva na minha escolha pela filosofia.

    Bom recesso e até as aulas de Conhecimento e Ética, para quem for cursar a disciplina!

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  14. Professor, há ainda algo que eu gostaria de adicionar.
    Tudo somado, penso que a grande virtude (e também o grande vício) do utilitarismo é sua atenção para a questão da eficiência das instituições sociais. A maioria das teorias éticas ocupa-se, quando muito, de avaliar se são justas ou injustas as instituições, mas não de como fazer que elas sejam maximamente funcionais e eficientes na administração da justiça na sociedade. É, pois, uma virtude do utilitarismo que ele seja adequadamente disposto para avançar a essas questões.
    Isso, no entanto, é também um vício, pois o utilitarismo parece não distinguir nitidamente questões morais de questões com consequências moralmente relevantes. Essas a que me referi são questões moralmente relevantes, mas não são, a rigor, questões morais. O utilitarismo só pode avançar imediatamente a essas outras questões porque, em última observação, neutraliza de saída e de forma quase que dogmática as questões verdadeiramente morais, que são as de fundar racionalmente o que são o bem e a justiça, e a questão de por que devemos agir justamente.
    A negação da distinção de ser e dever-ser, em Bentham, é a forma dessa neutralização das questões morais. Por mais que eu tenha tentado manter-me imparcial em minha avaliação do utilitarismo, o fato é que a distinção de ser e dever-ser parece-me o ponto de partida de toda e qualquer discussão acerca da moral. Eu, por isso, simplesmente não consigo conceber o utilitarismo como uma filosofia moral: o que não quer dizer que suas questões não sejam filosóficas, e mesmo moralmente relevantes. Mas o fato é que, a rigor, o utilitarismo é outra coisa -- seja lá o que seja essa coisa que ele é.

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  15. Me matriculei na disciplina com a finalidade de adentrar o estudo da ética, e ter uma visão mais geral sobre o tema. Assim que o senhor falou sobre a ementa que tinha escolhi, de primeira me assustei, pois não tinha idéia de como seria o me desenvolvimento dentro do tema, sendo que nunca time muito proximidade com o próprio estudo da ética. Por ter tido informações que o senhor era especialista no assunto resolvi continuar na matéria e, de fato, foi uma boa escolha. A ética utilitarismo até então era a última coisa que eu esperava ter contato, e digo que me assustei de início, analisar uma visão excluindo seu conceitos supostamente formados é uma tarefá árdua. Difícil de não ler algo diferente, algo em um contexto de época totalmente diferente do nosso e não se assustar co alguma posições e pensamentos. Acredito que abri muito mais a mente para a avaliação de diferentes formas de pensar e até entender o seu papel fundamental no desenvolvimento do assunto. A acredito até que é melhor ter uma visão um pouco mais aprofundada sobre certa corrente do que aprender de forma rasa cada uma e depois ter dificuldades em desenvolver críticas.

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    1. Tive uma boa absorção do conteúdo, acredito, apensar de me manter um pouco de lado em determinadas discussões. É a primeira vez que eu tenho uma matéria da filosofia e não fazia idéia de como a aula se desenvolvia. Acredito que já tenha bagagem para participar mais abertamente de outras aulas e discussões e até mesmo de usar o que aprendi na matéria. Por ter vindo do bct e estar mudando para o bch por más experiências, achei interessante que foi uma das poucas matérias que eu tive plena vontade de estar presente na aula, de saber o que seria mostrado e discutido. A a aula de stand up foi espetacular na questão de aparecimento de problemáticas e aprofundamento da discussão.

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  16. Bom, de primeira vista fiquei bem animado com a disciplina, já conhecia a ementa por ter acompanhado um pouco a experiência da turma anterior em Ética.
    Tive em Teorias da Justiça um contato muito bom com o blog, nas discussões saíam faíscas e todo mundo citava os comentários dos outros. Infelizmente em ética a galera postava resumos de texto, resumos esses de textos que eu li, logo desanimei com o blog.
    Quanto ao recorte acho muito interessante esse contato mais próximo com o utilitarismo, coisa que não teríamos em nenhum outro curso de filosofia do país e os outros autores que não foram abordados dado o recorte, já estamos iniciados no debate ético e creio que tenhamos a capacidade de buscarmos por nós mesmos.
    Creio que tenha aprendido bastante, o único texto que não li antes da aula foi o "Bentham" do Mill.

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