JEREMY BENTHAM

JEREMY BENTHAM
"NATURE HAS PLACED MANKIND UNDER THE GOVERNACE OF TWO SOVEREIGN MASTERS, PAIN AND PLEASURE. IT IS FOR THEM ALONE TO POINT OUT WHAT WE OUGHT TO DO, AS WELL AS TO DETERMINE WHAT WE SHOULD DO." (J. Bentham)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

TEMA 3. O UTILITARISMO DE BENTHAM

Caros Alunos,
Após ler o texto de: “Article on Utilitarianism  - SHORT VERSION", de Jeremy Bentham,  disponível em:
elabore seus comentários e envie para conhecimento de seus colegas. Vc. tem até as 24hs. do dia 25 de fevereiro para realizar essa tarefa.


19 comentários:

  1. Em Article on Utilitarianism - SHORT VERSION, Bentham diz que o princípio de utilidade mostra a direção para o melhor caminho a ser seguido por qualquer indivíduo, em qualquer ocasião, quer seja na vida pública ou privada.
    Neste texto ele também faz uma retrospectiva de quando o princípio de utilidade foi utilizado. A primeira menção ocorreu poucos anos antes de Cristo por Horace em sua obra Satires, Satire the Third, Utilitas. A segunda foi poucos anos antes ou depois de Cristo, por Phaedrus em suas Fables. A terceira foi no ano de 1742, o mesmo no qual o ensaio de Hume fez sua primeira aparição, neste ensaio a ideia de utilidade apareceu ambígua e variável, algumas vezes era sinônimo de "condutividade para a felicidade", outras como sinônimo de "condutividade para o fim ou finalidade proposta", porém, esta era a primeira vez na qual as palavras dor e prazer aparecem. A quarta foi no ano de 1749, em Hartley on Man, neste trabalho, pela primeira vez é dada a conexão entre "felicidade" e "prazer/dor". Em 1758 ocorreu a quinta, no trabalho de Helvetius de nome l’Esprit. Na obra Essay on Government de 1768 ocorreu a sexta menção, esta obra traz a ideia de que "the greatest happiness of the greatest number". No ano de 1776, ocorreu a sétima, em Fragment on Government, na qual a palavra utilidade bem como a palavra felicidade são empregadas. Em Introduction to the Principles of Morals and Legislation do ano de 1789 ocorreu a oitava e a nona ocorreu na obra Chrestomathia cuja Parte I foi publicada em 1816 e a Parte II em 1817. Também no ano de 1817 ocorreu a décima menção, em Table of the Springs of Action, nesta obra, pela primeira vez foi feita uma lista das denominações das três classes. A última descrita por Bentham ocorreu em 1822 na obra Codification Proposal.

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  2. Como falado na postagem acima, Bentham foi Influenciado por vários pensadores que vão de Horace até os iluministas, especialmente os empiristas como John Locke e David Hume.
    Na minha opinião, os que mais Influenciaram Bentham foram os filósofos David Hume , Claude Adrien Helvetius ,Cesare Beccaria ,David Hartley , Joseph Priestley , Voltaire e Locke , porque o trabalho do Bentham faz uma abordagem empirista com um pensamento racionalista que enfatizava a clareza conceitual e argumento dedutivo. Esse tipo de ideia é comum entre os filósofos do iluminismo,(como os citados a cima).
    Além disto, Bentham viu na filosofia de Locke uma forma de enfatizar a importância da razão sobre as tradições.
    Aliás, Bentham passou a maior parte de sua vida criticando a legislação vigente e defendendo fortemente uma reforma legal na Inglaterra, já que existia uma grande influência das tradições na área jurídica.

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  3. “A dor, o sofrimento, a injustiça e a prevenção de tudo isso, são esses os eternos problemas da moral pública, a “agenda” da política pública”. K. R. Popper

    O Utilitarismo de Jeremy Bentham trata sobretudo da relação entre o ser humano e a máxima que rege todas as suas ações. Basicamente, busca do prazer e fuga da dor. Aqui surge o “princípio da utilidade” que em linhas gerais é o 'princípio primeiro', onde todas as atitudes são movidas pela utilidade que o indivíduo atribui à ela. Contudo busca-se aqui 'positivisar' a atribuição dessa utilidade. Assim, todos os indivíduos buscam exatamente a mesma finalidade: a felicidade da maioria. Deste modo a escolha das ações que levarão a esse propósito serão também semelhantes. Há até mesmo um 'cálculo moral' que leva em conta sete variáveis para medirmos o prazer ou a dor: intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade,pureza e por fim extensão.

    Bentham foi um policy maker muito influente em sua época. Por ter disseminado as ideias do pensamento utilitarista foi também o mais conhecido dentre os que desenvolveram essa linha de raciocínio. Vale lembrar que suas ideias possuem embasamento teórico na obra de outros autores como por exemplo: Beccaria, Helvetius e Adam Smith. Segundo a obra “Ética & Utilitarismo” “o pensamento filosófico que se desenvolveu nesse período... pode ser caracterizado como positivo, individualista e prático”. Positivo no sentido de que a Ética torna-se uma ciência da conduta humana. Individualista pois, para os Utilitaristas indivíduo e sociedade coincidem a medida que tanto os indivíduos quanto a sociedade buscam uma 'maior felicidade para o maior número de indivíduos'. E prático porque o bem-estar da sociedade só pode ser alcançado através de políticas moralmente comprometidas em minimizar a dor e/ou sofrimento coletivo.

    Para finalizar, podemos deduzir que assim como em outros 'Utilitaristas Clássicos' a teoria de Bentham é aplicável na prática e voltada para políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da sociedade a partir da racionalidade individual.

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  4. Em "Article on Utilitarianism: Short Version"
    Bentham apresenta em ordem cronológica ("A few years before Christ" - 1822) o aparecimento do "princípio", que inicialmente diz que é feito apenas uma menção/ alusão. Também relaciona a data com o nome dos autores que inicialmente se referiram ao tal princípio: Horace, Phaedrus, Hume e Helvetius.
    Em uma das datas apresentadas, mais precisamente no ano de 1749, Bentham ainda ressalta que pela primeira vez uma importante conexão entre as palavras "Felicidade" e prazer e dor é feita.
    Depois o artigo continua relatando época a época, cada qual com o autor correspondente e as mudanças/ desenvolvimento que houve em relação ao princípio de utilidade.

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  5. Posicionando Hume como o pioneiro no uso do princípio utilitarista, Bentham, no texto já citado pelas colegas, percorre a gênese conceitual do princípio da utilidade. Tal percurso vai desde a ideia de "condução a determinado fim" sem uma relação direta com a felicidade humana até a forte relação que Bentham irá fazer ao dizer que a natureza colocou os seres humanos sobre o domínio de dois senhores: A dor e o prazer.

    Ainda me lembro a estratégia pedagógica pelusiana de tentar nos enquadrar quanto a escritura de nossas vidas no estilo de comédia ou de tragédia e as críticas ferrenhas postas em sala diante do caráter determinista de tal proposta. Que se de um lado buscou racionalizar, empiricizar e dar clareza para embasar uma ética moderna, que não necessitasse do fator transcendente, por outro, entendo eu, cai na armadilha da simplificação, redução e reducionismos necessários para se dar conta da proposta. Ainda assim, o princípio da utilidade irá se construir de forma bastante sofisticada e irá inaugurar a tradição ética dominante da contemporaneidade. A maximização do prazer decorrente do princípio da utilidade irá sofrer muitas críticas, e será vista por muitos como uma estratégia mesquinha de gerir as vidas humanas. Muitas irão considerar os utilitaristas como meros ferramenteiros. A tentativa de tentar criar uma ética objetiva e afastar quaisquer singularidades por meio do uso de princípios universais, abandonando a metafísica é um traço marcante dos fundamentos do utilitarismo clássico. Só a partir da compreensão deste contexto de racionalização, empirismo, busca de clareza e solidez para uma moral da vida prática é que é possível compreender e valorizar os projetos utilitaristas que irão se desenvolver tanto no plano teórico, como no plano social e político.

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  6. Nesse artigo J. Bentham faz uma genealogia cronológica do princípio da utilidade; nesse caminho diversos autores fizeram contribuiçoes, no começo essa ideia era puramente especulativa que no decorrer dos anos tomou corpo tornando-se uma teoria solida. Bentham nos conta sobre a utilidade antes de Cristo, cita os autores Horacio e Phaedrus, nesses anos a utilidade não era um principio adotado, ainda era uma ideia embrionada.

    Foi com o trabalho de David Hume que o principio da utilidade pode ser chamado de principio formalmente, porem ainda era tido como ambiguo, poderia levar o sujeito a felicidade ou a uma finalidade. Hartley deu valor a palavra felicidade; Helvetius tambem tem um trabalho que de certa maneira traz algumas ideias parecidas com a que Bentham quer tratar, mas com um metodo falho. Tambem 'e citado o trabalho de Priestle ("a maior felicidade do maio numero"-).Com Fragment on Government e Introduction to the Principles of Morals and Legislation o debate esquenta, dai segue-se ainda a historia de outros trabalhos que tratam de utilitarismo.

    Grosso modo a contribuicao de Bentham nesse topico foi levar a discussao do principio da utilidade para o campo da felicidade e dos prazeres.

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  7. No 'Artigo sobre o utilitarismo', expõe-se uma breve história do princípio da utilidade, ou da máxima felicidade -- o qual, segundo segundo seu autor, serviria a direcionar a deliberação tanto em questões públicas quanto em privadas, tanto em questões de moral quanto de legislação, etc.
    A história do princípio da utilidade pode, parece-me, ser dividida em três momentos principais: um momento pré-humiano, o momento humiano, e o momento pós-humiano.
    No momento pré-humiano, observa-se na literatura o reconhecimento implícito e assistemático da utilidade como princípio estruturador da moral.
    No momento humiano (isto é: na obra de David Hume), observa-se pela primeira vez a afirmação do princípio da utilidade como princípio moral. Segundo o autor do artigo, entretanto, em Hume encontra-se pouco mais que isso. Faltam-lhe, em particular, o esclarecimento do que seja a utilidade, de sua relação com a felicidade, da relação desta com o prazer e a dor, e uma tipologia dos prazeres e dores.
    Nos dois primeiros momentos, portanto, tem-se (no primeiro) uma concepção implícita e assistemática da utilidade como princípio estruturador da moral, e (no segundo) uma concepção explícita mas ainda assistemática.
    No momento pós-humeano, com Bentham, tem-se a primeira tentativa de produção de uma teoria sistemática da moral estruturada segundo o princípio da utilidade. Bentham, pela primeira vez na história, define a utilidade como "a maior felicidade para o maior número", e a felicidade como o máximo de prazer e o mínimo de dor -- formulações, estas, que que se tornariam, em suas muitas possíveis interpretações, o cerne do utilitarismo depois de Bentham. O autor, portanto, parece ter razão de atribuir-lhe o momento de completude da teoria.

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  8. Bentham, um dos grandes ícones da escola utilitarista britânica, contribuiu significativamente com o desenvolvimento da mesma por meio da inserção de novos critérios para a avaliação da problemática moral.

    Para Bentham, o critério da utilidade não dá conta por si só de indicar quando as atitudes tomadas pelas pessoas (ou pelos governos) são boas ou quando são más, visto que nem sempre a utilidade torna necessariamente a vida dos envolvidos mais feliz.

    O autor então coloca que, além da utilidade, uma ação moralmente correta é aquela que considera o interesse de todos os envolvidos, ou melhor, que possa proporcionar a felicidade de todos. Este é, desta forma, o único fim que temos que avaliar, o princípio da "maior felicidade".

    Bentham considerava que somente o princípio da utilidade era muito abstrato para ser medido de maneira empírica e, por isto, ele propõe que para se avaliar as ações moralmente, deve-se "medir" o prazer que as mesmas proporcionam aos envolvidos, isto porque o prazer, para o autor, é passível de observações mais concretas e, portanto, pode ser mais facilmente mensurado.

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  9. A análise utilitarista das ações morais busca, sem a tentativa de estabelecer critérios universais, fugir do subjetivismo através do "Felific Calculus", cálculo este que busca mensurar a quantidade de prazer e sofrimento proporcionados pelas ações. Concebamos a possibilidade de mensuração de tais variáveis. Fica claro para nós a impossibilidade de previsão do impacto que uma ação moral causará em seus inúmeros agentes, dado que as relações que se desdobram de nossas ações são as mais complexas e variadas (isso se considerarmos como agentes apenas a espécie humana, a questão se complexifica se imaginarmos que outras formas de vida se assemelham a nós por sua capacidade de sofrer, o que já é outra questão). Essa impossibilidade resulta na justificação da ação que seja, desde que afirmada a ignorância de seus efeitos. Imaginemos uma situação hipotética na qual um homem esteja preso numa redoma de vidro. Dentro dela existe um dispositivo com dois botões: o azul cerrará a redoma para sempre. O vermelho liberará uma substância tóxica em algum lugar aleatório do planeta, por outro lado o libertará. Eis que o homem decide apertar o botão vermelho, afinal a superfície terrestre é enorme, logo é pouco provável que existam mais agentes envolvidos na ação que ele próprio. No exato momento em que aperta o botão vermelho a redoma se rompe, libertando-o. Mil pessoas morrem no Rio de Janeiro.
    Ao que foi apresentado até agora, do ponto de vista do autor da ação essa ação foi moral. Mas podemos dizer que essa ação foi útil? Ou em termos menos abstratos que essa ação maximizou o prazer ou minimizou o sofrimento? É evidente que não.
    Eis que surge um fator de caráter subjetivo: a determinação do valor moral de uma ação depende necessariamente do conhecimento dos agentes que seu autor possui.
    Vejamos como Bentham responde a essa questão nessa próxima aula!

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  10. ALGUMAS FORMULAÇÕES DO PRINCÍPIO DA MAIOR FELICIDADE:

    The Greatest Happiness Principle: "the principle which approves or disapproves of every action whatsoever, according to the tendency it appears to have to augment or diminish the happiness of the party whose interest is in question: or, what is the same thing in other words to promote or to oppose that happiness. I say of every action whatsoever, and therefore not only of every action of a private individual, but of every measure of government.” (Introduction to the Principles of Morals and Legislation, Chap. I, paragraph II)

    The Greatest Happiness Principle: is the “principle which states the greatest happiness of all those whose interest is in question, as being the right and proper, and only right and proper and universally desirable, end of human action: of human action in every situation, and in particular in that of a functionary or set of functionaries exercising the powers of Government." (Introduction to the Principles of Morals and Legislation, Chap. I, Note I)

    The Greatest Happiness Principle: is “a direction for pointing out the path most proper to be pursued, on every occasion, in public as well as private live; to be pursued by every individual, whether acting in his private and individual capacity, as a member of the whole community, for his on benefit alone, or in his public capacity acting for the benefits of others in the character of a member of the governing part of the community, in the exercise of the powers belonging to him in that same character.” (Article on Utilitarianism, Short Version, item 1)

    NOTE - “The word utility does not so clearly point to the ideas of pleasure and pain as the words happiness and felicity do: nor does it lead us to the consideration of the number, of the interests affected; to the number, as being the circumstance, which contributes, in the largest proportion, to the formation of the standard here in question; the standard of right and wrong, by which alone the property of human conduct, in every situation, can with propriety be tried. This want of a sufficiently manifest connexion between the ideas of happiness and pleasure on the one hand, and the idea of utility on the other, I have every now and then found operating, and with but too much efficiency, as a bar to the acceptance, that might otherwise have been given, to this principle”. (Introduction to the Principles of Morals and Legislation, Chap. I, Note I)

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  11. Bentham disseca o princípio do utilidade, desde o período anterior ao de Hume, quando a utilidade e a moral, juntas, estavam envoltas em um nevoeiro e não representavam muito. Em Hume, o princípio de utilidade ganha forma, o conceito se torna baseado num composto de sentimento e razão, e tudo além disso foge à moral. Então, ético se torna o útil. O autor introduz suas ideias num esquema utilidade -> felicidade -> prazer, apresentando o princípio da maior felicidade, que afirma o ético ser não apenas o útil, mas também o que traz a máxima felicidade para os envolvidos, tanto no âmbito da vida privada, quanto no da vida pública. O imoral então se torna a atitude que traz infelicidade à uma parcela significativa dos que ali são afetados. Um pouco superficialmente, aparecem os conceitos de prazer e dor, estes mais "calculáveis", diferentemente do útil e do que traz felicidade, portanto esses são mais específicos.

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  12. Bentham faz uma crítica grande a toda concepção já utilizada sobre o que é utilidade. A principal crítica é a que se refere ao fato de ‘útil’ ser um termo impreciso e muito vago, impossibilitando-o de abranger toda a complexidade que lhe fora dada. O útil pode ser relativizado ou mesmo má interpretado. Há de se ressaltar também o fato de Bentham ter a pretensão de quantificar a felicidade e o prazer, ato que considera impraticável se o termo ‘utilidade’ é utilizado. Para fugir disso, Bentham refina a ideia de utilidade e nos traz as ideias de prazer e dor, variáveis as quais podem ser, além de mensuradas, tidas como os meios pelos quais as pessoas chegam à felicidade ou a infelicidade.

    As atitudes morais são, portanto, aquelas que trazem o maior prazer possível, pois é o prazer quem define o nível de felicidade das pessoas. Esse pensamento é bem expresso no que Bentham nomeia ‘Princípio da maior felicidade’. Princípio que guia o homem a tomar atitudes com vistas em buscar sempre o maior grau de felicidade possível, tanto particularmente quanto em sua vida pública. A moralidade encontra-se então em conciliar as suas atitudes com os interesses coletivos, visto que a maior felicidade só será encontrada se ambos os aspectos forem alcançados – o que dependerá do cálculo dos prazeres e desprezares. Esse princípio é sustentado pela noção de benevolência estabelecida por Hume em “An Enquiry Concerning the Principles of Moral”.

    O conflito entre esses dois níveis (o privado e o público) é provavelmente a maior dificuldade encontrada no pensamento de Bentham, o qual só é resolvido de alguma forma em “Introduction to the Principles of Morals and Legislation”.

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  13. Bentham acrescenta às discussões sobre o princípio da utilidade, aplicado anteriormente por Hume, o fator do prazer e da dor, além da ideia de que o homem busca proporcionar felicidade ao maior número de pessoas possível. Ele acredita que o princípio da utilidade mostra aos homens qual o melhor caminho a seguir para alcançar a felicidade. Um dos problemas de sua teoria provém do fato de que para chegar a felicidade plena o homem não deve buscar apenas o seu próprio prazer, mas também o dos demais, assim, torna-se um tanto complicado decidir por ações que conciliem ambos e os tornem igualmente prioritários.

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  14. Nesse escrito, verificamos o esforço do autor em procurar explicar o porquê do "pensamento Benthamiano" ser inovador e importante.
    Ressaltarei e comentarei alguns dos trechos deste escrito que considero como relevantes.

    Bentham trabalha com a ideia do direcionamento comportamental dos indivíduos. O propósito do benefício como sendo a força motriz do direcionamento comportamental se aplica às observações de diversos arranjos de ações e do exame dos próprios pensamentos.
    É possivel adaptar essa ideia do benefício aos mais diversos cenários: a governos, à sua conduta, a procedimentos administrativos, legislativos e etc, e, se aplicada com excelência [a ideia do benefício], então é alcançada uma maneira de desenvolver a felicidade do humano.

    O propósito do benefício nos leva a três "capacidades" distinguíveis. Elas apresentam-se:
    Como uma finalidade.
    Como a CONFECÇÃO de MEIOS para essa finalidade
    Como a CONFECÇÃO de MOTIVOS para conduzir a essa finalidade.

    Abro aqui um parentesis: Quando CONFECCIONAMOS motivos que, aparentemente justificam os meios para obtenção duma finalidade, estaríamos nós apenas confabulando? Por "confabulando" quero dizer algo como "somos nós que damos sentido às coisas". Mesmo imaginando ser possível "tangenciar o sentido das coisas", ainda somos nós que fazemos isso. Parentesis fechado.

    A teoria do benefício e da utilidade passou por estágios embrionários com Horácio, onde temos o mesmo repugnando a teoria que diz que tudo aquilo que é considerado "pecado" é reprovável por todos, uma vez que acredita em que certos comportamentos considerados "pecaminosos" podem representar benefício para outrem (e, portanto, ser aprovado por outrem) e com Phaedrus, a glorificação duma conduta é apenas válida se tal conduta é útil.
    Com o passa do tempo, a teoria não é mais tão embrionária assim, e é Hume quem aparece com um grande expoente para o desenvolvimento da teoria. A ideia de utilidade, em Hume, pode tanto ser sinônimo de "condutora de felicidade", quanto de "condutora a um propósito proposto". Seria a condutora a um propósito proposto, a condutora da confecção de motivos?
    Entre as "vagas generalidades" Humeanas, temos a ideia de que o "prazer" não deve ser visto como elemento constitutivo da "felicidade".
    No que concerne à semântica do "prazer" e da "dor", nem Hume e nem Bentham tem uma definição muito precisa (no meu comentário do tema 4, faço breve discussão sobre a semântica de Bentham), mas a de Hume é mais vaga.
    Há uma interessante interpretação para o "prazer Humeano como um moral 'standard' " no seguinte artigo: http://pages.wustl.edu/files/pages/imce/jdriver/Driver_Hume_PPQ.pdf
    A dificuldade da transposição das ideias de Hume para o mundo prático, faz com que o autor o metaforize no nuvem no meio do deserto que nunca se transforma em chuva.

    Helvetius tem seu destaque ao falar sobre moral, legislação e virtudes, o que levou Bentham a deduzir as "quatro causas psicológicas do mau comportamento do homem".

    Por fim, Bentham é reafirmado como sendo um sujeito que vai buscar por DETERMINANTES MOTIVADORES do comportamento ("prazer" e "dor"); explorar o conceito de "utilidade" e também, nos passos de Hume, falar sobre os sentimentos de aprovação, reprovação e neutralidade.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Bentham tinha um interesse fundamentalmente prático na filosofia ética, ele pretendia aplicar suas conclusões plenamente na realidade. Por isso, ele procurpu refinar as noções, segundo ele vagas, de felicidade e infelicidade, propostas por Hume.

    Bentham partiu em geral das mesmas premissas de Hume, sobre a benevolência humana natural, sobre as consequências práticas das ações como princípio da próprio da ética e sobre a observação empírica como melhor base para produzir o conhecimento.

    O que Bentham fez de diferente foi trocar "felicidade" por prazer, e "infelicidade" por dor, tornando assim o caminho sugerido por Hume muito mais determinado, segundo Bentham.

    Com as noções de prazer e dor como nossos soberanos, e de nossos prazeres e dores como plenamente observáveis e calculáveis, Bentham propõe que devemos fazer cálculos precisos sobre essas variáveis.

    Para sustentar esses cálculos Bentham introduz os supostos aspectos relevantes na elaboração de nossas fórmulas. Devemos considerar a intensidade dos prazeres ou dores, a duração, a precisão, a pureza e a amplitude.

    Se nossas ações irão produzir prazeres intensos, prazeres que não se misturam com dores, se temos certeza da consequência do que faremos, se o resultado de nossas ações será durador e para quantas pessoas o que fazemos será prazeroso ou doloroso.

    As críticas que tenho a Bentham são em geral aquelas que fiz a Hume, porque em geral o que Bentham fez foi instrumentalizar o princípio de utilidade de tal forma que ele se tornou aplicável nos ofícios públicos.

    Então,onde, nessa média aritmética dos valores, Bentham enquadraria nosso impulso de individualidade, a regra que diz "eu devo ter o direito de não seguir as regras, pois eu não sou uma regra"?

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  17. Logo percebemos a necessidade que Bentham viu de tentar passar o mais longe possível de todo o subjetivismo presente no utilitarismo, instrumentalizá-lo. Ele ao empregar conceito calculáveis de prazer às ações tentou achar um fórmula para validar todas as condutas moralmente aceitáveis. Fazendo esta espécie de linha histórica do utilitarismo em seu texto, vi a tentativa de fundamentar seu pensamento se contexto históricos consideramos por muitos como positivos para a construção de uma moral na sociedade. Somente após seus comentários sobre contrato social e direito pude entender a finalidade dele ao tentar trazer a questão para um visão mais instrumental. Seria muito interessante saber como ele lidava com todos as suposições e exemplos que poderiam trazer controvérsias ao método de utilidade empregador por ele, sair fora da realidade comportamental de sua época e classe social. Mas lidando com a necessidade de trazer a lei para um âmbito menos fictício, entendo a necessidade de emprego de verificações e somas em diferentes níveis para verificar o prazer e o alcance dele na sociedade.

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  18. Segundo Bentham, a humanidade é regida por dois senhores: o prazer e a dor, e são eles que comandam todas as suas ações. Só a utilidade não faz a vida das pessoas melhor, então todos os indivíduos buscam a felicidade da maioria e suas ações levariam a esse propósito.
    Ele propõe uma maneira empírica de medir a utilidade das ações: cálculo moral onde poderíamos medir a intensidade do prazer ou da dor.
    Para ele, os interesses do individuo nunca serão mais importantes do que os interesses da sociedade como um todo.

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