JEREMY BENTHAM

JEREMY BENTHAM
"NATURE HAS PLACED MANKIND UNDER THE GOVERNACE OF TWO SOVEREIGN MASTERS, PAIN AND PLEASURE. IT IS FOR THEM ALONE TO POINT OUT WHAT WE OUGHT TO DO, AS WELL AS TO DETERMINE WHAT WE SHOULD DO." (J. Bentham)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

TEMA 9. O PROJETO EDUCACIONAL DO UTILITARISMO

Caros Alunos,
Após examinar o texto: “Chrestomathia”, de Jeremy Bentham, disponível em:
elabore seus comentários e envie para serem publicados no Blog. Vc. tem até as 24hs. do dia 01 de abril para realizar essa tarefa.

6 comentários:

  1. Chrestomathia - do grego, khrestos, “útil” e mathein, “saber”, ainda apresenta o empenho utilitarista de reformar a sociedade impactada pelo advento da Rev. Industrial. Por princípios racionais e sistemáticos, também a escola, assim como todas as outras instituições, podem servir à sociedade causando maior felicidade para o maior número - ainda que, por “útil” e “maior felicidade”, levem a ser entendidos nos escritos e ensinos da “Chrestomathia” como ser “produtivo” (Bentham emprega o termo em letras garrafais “PREPAREDNESS” - “preparo” - para sua pedagogia, ao invés do que poderia ser concebido, se o seu sentido fosse mais amplo, como “formação” - “PAIDÉIA”. Pois que há, e muito, uma prioridade do “PREPAREDNESS” em sua pedagogia que, muito longe de ser um total demérito, trata de ser um propulsor de “vantagens” - pois toda a instrução que o indivíduo recebeu é retornada à sociedade, em tese, em forma de “bem” ou “felicidade”, um tanto quanto técnica, que este indivíduo possa produzir – Afinal, “saber” e “útil”, conhecimento como condutor de vantagens, de “mais felicidade”.

    Agora, são ainda mais óbvias as críticas ao “PREPAREDNESS”, seu propósito finalista e seu conceito, digamos, fechado (só o que for produtivo é útil). Por outro lado, o utilitarista, este de todo consequencialista, perguntaria se a “PAIDÉIA”, “a formação”, serve para alguma coisa, se ela é de toda, ou que ao menos se importe, com a capacidade de fazer o indivíduo e seu ambiente “mais felizes” - E se se importar estará sendo, mesmo que somente um pouco, utilitarista.

    ResponderExcluir
  2. Em Chrestomathia, Bentham apresenta uma nova ciência do ensino.
    Nessa ciência, sistema do panóptico seria aplicado sob a forma de recompensas e punições. No esquema educacional de Bentham, cada aluno seria ensinado a calcular o prazer e a dor resultante de qualquer ato.
    Cada aluno teria que competir para um "alcançar o posto " superior ao seu. A própria escola propagaria uma moral utilitarista.
    No entanto,o papel do professor seria mínimo. Na visão de Bentham, a tecnologia de monitoramento e avaliação deveria ser aplicada igualmente aos professores e aos alunos, com uma inspeção feita regularmente na escola.
    “Os objetivos que visam dentro e por estes exercícios serão, tornar o estudioso familiarizado com a estrutura da linguagem em geral, e que de sua própria linguagem, em particular: e, assim, para qualificá-lo para falar e escrever, sobre todos os assuntos e ocasiões, com clareza, correção, e devido efeito em sua própria língua “ Página 35
    Esse trecho ressalta a preocupação de Bentham com a linguagem.
    Nota-se que linguagem deste texto é complexa, e talvez eu tenha exagerado em alguma colocação, corrijam-me caso encontrem erros.
    bibliografia: http://tinyurl.com/8832bc4

    ResponderExcluir
  3. Escola concebida por Mr. Lancaster, melhorada por Dr. Bell e depois adotada e aprimorada por Bentham.
    Tratava-se de um sistema educacional no qual o público alvo seriam os pobres da casa de pobres. Os alunos teriam aulas multidisciplinares e o currículo abrangia desde artes até ciências. A idéia era dar uma educação conduciva ao princípio de utilidade.
    A escola chegou a ser planejada, mas nunca foi construída. Inicialmente seria feita no quintal da casa de Bentham, mas isso não se concretizou.
    Na escola seria aplicado o princípio de inspeção do Panóptico.
    A escola seria destinada para garotos e garotas também.
    Nas estações do ano com mais luz os alunos ficariam cerca de 6 horas em aula e nas estações de pouca luz os alunos ficariam cerca de 5 horas em aula.

    ResponderExcluir
  4. Chrestomathia - a tentativa de Bentham de trazer os princípios da utilidade e inspeção para a Educação de modo a construir e formar pessoas dentro da ética utilitarista. Um sistema que recompensa seja financeiramente ou simbólicamente quem atende aos padrões estabelecidos (menções honrosas, prêmios, bolsas, condecorações etc) e que pune os que não conseguem se enquadrar nele de forma satisfatória (reprovações, expulsão, desaprovação moral, ausência de recursos etc). Há quem diga que a escola utilitarista nunca foi implementada. Eu diria que vivemos reflexos destas ideias, que sobreviveram e tiveram sucesso no ambiente escolar e acadêmico. Na academia brasileira a lógica quantificista do Lattes é um exemplo disso, as bolsas produtividade aos "bons" e éticamente adequados e a redução de verbas aos "improdutivos", o que causa distorções do tipo: quem já tem recursos financeiros e humanos consegue mais e mais facilmente e quem não tem, dificilmente sairá de sua condição. Vide programas de pós-graduação Brasil a fora e os problemas que eles têm graças a esta "lógica". Em síntese, considero interessante a proposta "meritrocrática", mas me preocupa a definição de critérios e o como tal proposta é aplicada. Até por que, em ambientes de alta produção criativa, é bem complicado tentar "medir" ou "comparar" a "produtividade" científica, filosófica ou artística. Aqui os parâmetros devem ser outros. Quais? As novas gerações hão de formular.

    ResponderExcluir
  5. O projeto educacional do utilitarsmo seria uma aplicação do panóptico em uma instiuição de ensino. Seria uma forma de acabar com o ócio de alguns, atribuir mais utilidade a suas vidas instruindo-os para trabalharem na indústria, por exemplo. A educação destinada as crianças teria a finalidade de discipliná-las a ponto de nortearem suas vidas por todos os princípios utilitaristas de felicidade. Acredito que não seria muito benéfico enclausurar alunos e obrigá-los a manter um determinado padrão moral em busca de uma felicidade auto-imposta. Como o próprio Mill é exemplo desse modelo educacional vemos que ele pode gerar verdadeiros gênios, mas que futuramente poderiam se frustrar a ponto de se auto-intitularem 'máquinas lógicas' (assim como Mill o fez aos 21 anos).

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir